Nos bastidores do cuidado de uma criança com Transtorno do Espectro Autista (TEA) Nível 3 de suporte, existe uma teia complexa de relações. Recentemente, vivenciei uma situação que, infelizmente, reflete a realidade de muitas famílias: uma rede de apoio estruturada — composta por avó, tias e primas — que sempre forneceu suporte afetivo, material e relacional contínuo a uma criança atípica, vê-se abruptamente cortada do convívio. O ponto sensível é que essa ruptura não nasce, necessariamente, de uma falha direta dessas figuras de apoio. Ela emerge após a entrada da genitora em uma nova relação amorosa, momento em que vínculos associados à história familiar anterior, especialmente aqueles conectados ao ex-parceiro e à rede afetiva construída ao redor da criança, passam a ser progressivamente afastados. Pessoas que antes participavam da rotina, do cuidado, da presença e da sustentação emocional da criança deixam, de uma hora para outra, de ter acesso ao convívio. Esse fenômeno, embora mui...